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terça-feira, 26 de maio de 2026

ALEGRIA CONTAGIANTE

 Sei não...


Às vezes somos gananciosos, egoístas, individualistas... Mas também somos capazes de nos alegrar com a felicidade alheia. Como outros sentimentos, a alegria é contagiante.

Dia desses vi uma reportagem em que uma criança é resgatada de um buraco onde a fenda só cabia uma criança, de tão estreito. Uma multidão se aglomerou enquanto os bombeiros tentavam tirar a criança de lá. Não conseguiram pelos métodos tradicionais, então amarraram pela cintura uma outra criança, um pouco maior que aquela que havia caído no buraco, sustentando-a enquanto era descida rumo ao fundo, de cabeça para baixo, a fim de que alcançasse suas mãos à outra criança que lá estava, sendo ambas puxadas para cima. Ao ver as crianças emergindo do buraco e vendo-as bem, houve uma explosão de alegria contagiante na multidão. O pai, com a criança já abrigada em seu colo, não se continha de tanta felicidade. O pequeno herói que participou do resgaste também foi muito celebrado. Uma catarse coletiva de alegria.

Há que se perguntar de onde vem tamanha força vital... Como cabe em nós tamanho sentimento?

Para Spinoza, a alegria potencializa nossas boas ações. Funciona como um imã que atrai tudo que há de bom. O contrário se dá através da tristeza e a isto devemos estar atentos. Qual pavio estamos prestes a acender para ativar a explosão?

sexta-feira, 22 de maio de 2026

O PASSADO MANDA UM BOM PRESENTE AO FUTURO

 Sei não...


Já pararam para pensar que as coisas acontecem sucessivamente sem que percebamos que estão acontecendo? Pois bem... talvez seja destino ou uma ordem cósmica a atuar sobre os acontecimentos.

O que se sabe é que uma ação prepara outra, tendo sido esta gerada a partir de uma ação anterior a ela. E se a ação anterior fosse diferente da que foi estabelecida? Se, ao invés de sentar na cadeira uma pessoa tivesse resolvido manter-se em pé quando o pé da cadeira se quebrou e ela se machucou na queda? O futuro traria variáveis... Uma delas é a de que a próxima pessoa a sentar na cadeira fosse aquela que viesse a se machucar, ou uma outra, se esta anterior não tivesse peso suficiente para quebrá-la. Os futuros desses personagens estariam alterados por uma única decisão primordial.

Ou talvez se dê conforme projetou Spinoza: Para o filósofo, a partícula "e se" não existe, pois estaria no espectro do cogito. Cogitar é abstrato, não realizado, portanto, nulo como algo existente. Não se pode mudar o passado. Também não se pode cogitar sobre o futuro, uma vez que só vai acontecer atrelado a um momento anterior, que é passado (mediado pelo presente que, por sua vez, vira passado), e como já vimos, não pode ser mudado e não há mais como remediar. Sobra o momento presente como o único que interessa, que por sua vez, já foi determinado pelo passado (que não podemos mudar) e determinará o futuro como algo impossível de não acontecer. Não há escolha ou cogitação.

Ufa! Estamos absolvidos...

De qualquer forma, penso que o que existe mesmo é o futuro... O passado não podemos mudar e o presente... já passou... de tão rápido.

A boa notícia é que o futuro existe e a perspectiva que vislumbramos nos mantém vivos. A isto podemos cogitar.  Não há nada errado em sonhar com o passado nos trazendo um bom presente no futuro.