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terça-feira, 26 de maio de 2026

ALEGRIA CONTAGIANTE

 Sei não...


Às vezes somos gananciosos, egoístas, individualistas... Mas também somos capazes de nos alegrar com a felicidade alheia. Como outros sentimentos, a alegria é contagiante.

Dia desses vi uma reportagem em que uma criança é resgatada de um buraco onde a fenda só cabia uma criança, de tão estreito. Uma multidão se aglomerou enquanto os bombeiros tentavam tirar a criança de lá. Não conseguiram pelos métodos tradicionais, então amarraram pela cintura uma outra criança, um pouco maior que aquela que havia caído no buraco, sustentando-a enquanto era descida rumo ao fundo, de cabeça para baixo, a fim de que alcançasse suas mãos à outra criança que lá estava, sendo ambas puxadas para cima. Ao ver as crianças emergindo do buraco e vendo-as bem, houve uma explosão de alegria contagiante na multidão. O pai, com a criança já abrigada em seu colo, não se continha de tanta felicidade. O pequeno herói que participou do resgaste também foi muito celebrado. Uma catarse coletiva de alegria.

Há que se perguntar de onde vem tamanha força vital... Como cabe em nós tamanho sentimento?

Para Spinoza, a alegria potencializa nossas boas ações. Funciona como um imã que atrai tudo que há de bom. O contrário se dá através da tristeza e a isto devemos estar atentos. Qual pavio estamos prestes a acender para ativar a explosão?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O verdadeiro hedonismo

"É mais feliz aquele que consegue viver sem grandes sofrimentos do que o outro que vive cercado de alegria e prazeres [...] o tolo vive perseguindo a alegria da vida e acaba ludibriado, enquanto o sábio evita o mal." (Schopenhauer)

A vida simples é boa!
Vida simples é boa         O hedonismo é uma das concepções éticas. A frase acima representa bem o espírito desta concepção que tem o prazer como finalidade da vida, afirmando que toda ação, para ser boa, deve ser prazerosa. EPICURO, filósofo grego, dizia que evitar o mal é evitar a dor e, consequentemente, ter prazer. Esta não-ação, se evitar o sofrimento, já será motivo de prazer, pois este está, não na alegria de uma ação, mas na tranquilidade e serenidade. Quem busca prazeres carnais, por exemplo, pode encontrar sofrimento ao invés do verdadeiro prazer, como é o caso da pessoa que bebeu, sofreu vomitando e jurou jamais beber novamente. Conhece alguém que já fez isso? A resposta pode estar em qualquer espelho.

        A dor física também ajudou Epicuro na formulação de seu sistema filosófico. Sofria de pedras nos rins e percebeu que os momentos de maior bem-estar eram aqueles em que estava livre de suas dores. Como o contrário de dor é o prazer, fez o simples raciocínio de que toda ação deve levar a ele.