Eis que inicia-se o debate!
Os filósofos debatem sobre o conhecimento:
DAVID
HUME: Você só pensa as coisas porque antes as vivencia.
DESCARTES:
Eu não preciso colocar fogo num papel para saber que ele vai queimar.
DAVID
HUME: Com certeza você sabe por que já viu ou já experienciou em algum momento
anterior. Nada há o que a gente conheça que não tenha passado pela experiência.
DESCARTES:
Somente a razão pode ser um meio seguro de conhecimento, pois retira tudo o que
é duvidoso ou possa iludir os sentidos e fica apenas com o rigor do que é
certo.
ARISTÓTELES:
Sempre discordei da dualidade platônica, penso que corpo e alma estão juntos em
um mesmo ente. O ser humano é formado por corpo e alma e ambos têm cada qual
sua parcela na aquisição do conhecimento. Contudo, o verdadeiro conhecimento
vem da experiência, cabendo à razão governar e dominar as paixões. Em suma, como
afirmou David Hume, não há nada na mente que não tenha passado pelos sentidos.
NIETZSCHE:
Não é do conhecer que precisamos, mas do conhecido, não temos vontade de saber,
mas medo do não-saber. O desejo do conhecimento não vem da nossa natureza, mas sim da busca do sentimento de segurança. Não gostamos do desconhecido. Não é a vontade de conhecer que nos atordoa, mas a agonia do que é estranho, inseguro e
inabitual.
HERÁCLITO:
No entanto, você só conhece o frio porque conhece o quente.
ROUSSEAU:
Penso que os homens devem aprender para serem livres. Permanentemente, como diz
Parmênides, temos dentro de nós, em estado selvagem, uma natureza boa que deve
ser mantida mesmo depois que a luta pela sobrevivência na sociedade competitiva
se fizer necessária. Mas tudo pode mudar, como afirma Heráclito. Não podemos
nos deixar levar pelo espírito do egoísmo que permeia a sociedade e caberá à
educação este papel.
THOMAS
HOBBES: Caberá à educação sim, trazer conhecimento. Mas ao contrário de
Rousseau, penso que o indivíduo nasce mau e com espírito egoísta e é a sociedade
que, através de mecanismos educacionais, o corrige.
SÓCRATES:
É possível sim o conhecimento pleno e este deve ser descoberto na própria alma:
Conhece-te a ti mesmo, este é o primeiro passo. Dar-se conta da ignorância é
primordial para a busca do saber e a constante dúvida é um método que deve ser
seguido até que não haja mais nenhuma pergunta a ser feita sobre algo, como apresentou antes Descartes. Quando
se sabe o que é a verdade, a coragem, a virtude, o belo, etc., chegamos ao
conhecimento.
NIETZSCHE:
E quem faz este processo? A razão? Vamos matar a verdadeira fonte do
conhecimento que é o sentir? Não há nada mais formidável que sentir a brisa, o
toque, o sol, a água... Daí provém o que conhecemos.
SÓCRATES:
Não são invalidadas estas sensações, podemos usá-los como meios para chegar ao
verdadeiro conhecimento. Um General poderá vencer diversas batalhas, mas se não
souber o que é a coragem não conhecerá o suficiente, assim como um rei pode ser adorado por diversos súditos, se não souber o que é sabedoria não conhecerá o suficiente.
NIETZSCHE:
Sua teoria parte de um princípio errado: transforma o sentir, que é a principal
fonte do conhecimento em um simples “meio” de adquiri-lo, um objeto, quando na
verdade é o sujeito.
PROTÁGORAS:
O homem é a medida de todas as coisas, das que são, enquanto existem, das que
não são, enquanto não existem. Assim o conhecimento é parcial e relativo a cada
ser pensante, ele se dá pela percepção do fenômeno sem que se possa separar a
sensação do pensamento.
AGATÃO:
Foi um belo debate, espero os senhores para um próximo.
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