terça-feira, 15 de outubro de 2013

Faroeste Caboclo - Minha Versão

Se alguém quiser ler, basta acessar o tópico http://omarluciano.blogspot.com.br/2013/11/faroeste-caboclo-clarisse.html  deste blog ou acesse a comunidade "Legião Urbana em Cena", no ORKUT
É só seguir as instruções tópico a tópico.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Homem Venusiano Nos Tempos Atuais





O Homem Venusiano, também conhecido como Vitruviano (por ter sido iniciado pelo arquiteto romano Marco Vitruvio Polião) foi concluído em 1492 por Leonardo Da Vinci.


A figura foi apresentada ao mundo como representação das formas perfeitas, numa época em que o renascentismo fazia o pensamento voltar-se para o humano. No entanto, quero fazer uma reflexão sob ângulos que normalmente este desenho não é observado.

Em primeiro lugar podemos refletir sobre a ideia de perfeição que fascina o ser humano. Por que buscamos tanto a perfeição? Por que buscamos eliminar o imperfeito, a falta ou o que sobra?
Se tirarmos um braço da figura humana exposta, o quadrado e o círculo ficam tortos. Por que? Simples: o ser humano não é um ser geométrico, matemático, objetivo. Ele é subjetivo, sujeito de relações.

Pois como disse Dostoievski: "o homem é esta realidade em dois mais dois não são quatro".

A figura parece atual também geometricamente falando.
Percebe-se que o Homem Venusiano está enquadrado dentro das figuras, aprisionado no círculo e no quadrado.
Então, quais são as nossas prisões?
Parece representação da sociedade atual que entra no círculo para dançar o quadradinho.



Há ainda uma análise sob ponto de vista de gênero, é um homem e não uma mulher quem representa a figura humana. Seria o homem mais perfeito que a mulher e, portanto, mais representativo? Influência histórica da hegemonia masculina a qual sucumbiu Da Vinci?

Não sabemos para onde vamos, pois não há para onde ir sem sairmos da prisão geométrica que a vida impõe, sem romper com os círculos e os quadrados que nos limitam.


De onde viemos, são duas as possibilidades possíveis como conclusão:
Havendo um Criador, somos filhos da solidão, uma vez que esta era a condição primeira Dele, pois antes de tudo criar, havia somente Ele.
Não havendo um Criador, somos filhos do ventre vazio do nada.

Algumas brincadeiras são feitas e aqui estão duas delas que ironizam a forma como pensa ou vive a sociedade.








Dia do Professor: Eu, Um Aluno

Aluno e professor são faces de uma mesma moeda. Afinal, onde termina o aluno e começa o professor? E onde termina o professor e começa o aluno?

Ainda me lembro dos meus tempos de aluno e algumas passagens. Tive professores maravilhosos e algumas passagens engraçadas. Fiz travessuras das quais não me orgulho, mas de certa forma me ajudaram para o futuro.

Quando estava no 3º ano, com nove anos, briguei com um amigo jogando futebol. Ele falou algo que não me lembro e eu disse que a mãe dele era barriguda. Para meu azar estávamos na frente da casa dele e sua mãe ouviu.

O problema é que a mãe dele era professora da 4ª série e a mais temida de todas. No dia seguinte ela mandou me chamar na sua sala de aula e me colocou na frente da turma dela e pediu que eu retirasse o que havia dito.

Não retirei!

Afinal, como uma criança de 9 anos diz para uma pessoa gorda que não é gorda sem mentir? Ou dizer que uma magra não é magra? Então, pediu que eu estendesse as mãos com as palmas abertas.
Ela batia com uma régua de madeira e dizia:
- Retira o que disse!
E eu:
- Não retiro!
Vlapt! Outra palmatória. Até que ela desistiu.

O que aprendi: Ser político pode ser menos dolorido para você e para a outra pessoa, mas, por outro lado, sua honra é seu patrimônio quando a luta for justa.
Continuei amigo do filho dela.

Aristóteles diz que a virtude está no meio, ou seja, numa postura equilibrada.
Isto aprendi mais tarde.

As coisas realmente mudaram:
Certa vez um professor jogou um sapato na cabeça de um colega ao meu lado por ele ter, numa leitura, pronunciado erroneamente os nomes de Rousseau, Richelieu e Montesqueau. Eu, que não fui o atingido, jamais esqueci as pronúncias. Imagina ele...


Este mesmo professor, certa feita, me fez sair de sala de aula e gritar bem alto por 10 vezes uma palavra em latim que eu havia errado. Alguns meses depois me colocou dar aula de latim para uma turma.
Mau professor? Errado, o melhor que já tive.
Educar não tem receita, às vezes um método pode ser ruim para um aluno e bom para outro.





domingo, 13 de outubro de 2013

Aristóteles e a massinha de modelar


Foto: Sou uma artista, eu sei u_u
Caricatura produzida pela aluna Bruna D’Ávila de Filosofia I / 2013-2º, segundo ela em "homenagem" ao amigo Derick, também aluno da EMEB João de Barro – Sapucaia do Sul - RS.

Para Aristóteles:
- Todo SER é uma SUBSTÂNCIA

- Toda SUBSTÂNCIA possui atributos que são sua ESSÊNCIA e ACIDENTE

- ESSÊNCIA é o que faz um ser ser o que é, isto é, o que determina o que é um ser é a sua essência. Assim, todos no grupo de um determinado ser a possui.
Ex.: Todas as massinhas de modelar são maleáveis. A maleabilidade/flexibilidade é essencial para que a massinha de modelar seja o que é.

- ACIDENTE é o que existe de diferente num mesmo grupo de ser.
Ex. As massinhas de modelar possuem tamanhos e cores diferentes.

- Há ainda os conceitos de MATÉRIA e FORMA
- MATÉRIA é aquilo de que a coisa é feita
Ex. a massinha de modelar pode ser feita com farinha, óleo e água
- FORMA está relacionada à ideia que damos a determinado ser.
Ex. Com farinha, água e óleo também podemos, com outros ingredientes, fazer por exemplo, bolinhos de comer, que não são massinha de modelar, mas bolinhos.

- Para Aristóteles, o que existe só existe porque possui CAUSA e são quatro:

- CAUSA MATERIAL: Aquilo de que a coisa é feita.
Ex. A moldagem da foto acima (produzida em sala de aula) foi feita com massinha de modelar
- CAUSA EFICIENTE: Aquilo com que a coisa é feita.
Ex. Mãos da aluna Bruna
- CAUSA FORMAL: Aquilo que a coisa vai ser.
Ex. Segundo Bruna, a caricatura de Derick, um amigo.
- CAUSA FINAL: Aquilo para o qual a coisa foi feita
Ex. Para ser apreciado (e, claro, zoar com o amigo Derick)


sábado, 12 de outubro de 2013

Minha eterna criança



A criança eterniza!
Mergulha no mar profundo da memória
Voa nas asas do tempo.
Herói existe!
Meu presente: passado e futuro
Viram um só

tornamo-nos únicos no amor!
Encontro-me no filho que fui e
No pai que sou!
Kelly Tauane, minha eterna criança
Que me faz criança...
Foto: A criança eterniza!
Mergulha no mar profundo da memória
Voa nas asas do tempo.
Herói existe!
Meu presente: passado e futuro 
Viram um só
 tornamo-nos únicos no amor!
Encontro-me no filho que fui e
No pai que sou!
Kelly Tauane, minha eterna criança
Que me faz criança...
com Kelly Souza

12 de outubro

Doze de outubro é celebrado o Dia da Criança e, para o mundo católico (muito presente em minha infância), o dia de Nossa Senhora de Aparecida.

Pedras Grandes - SC
Uma lembrança alia minha infância ao doze de outubro que homenageia a Santa Padroeira.
Em minha terra natal, Pedras Grandes, pequena cidade de Santa Catarina, costuma-se celebrar Nossa Senhora ao meio-dia atirando fogos de artifício numa bonita homenagem.

A cidade parecia explodir.
Tudo é mágico e maior na infância!
Aos 6 ou 7 anos, lembro-me, nesta mesma data (12/10), da pequena janela do banheiro meu pai acendeu um rojão; o cano para fora da janela e o suporte em que segurava o rojão para dentro.
Eu na porta observava.
Desta vez os tiros não foram para o alto, explodiram ali mesmo! Meu pai sofreu pequena queimadura na mão e seu rosto ficou pura fuligem. 
Do susto ao riso!
Meu pai nunca mais soltou um rojão!
Continuou devoto de Nossa Senhora.
Eu nunca acendi nenhum.





Filosofando: Teriam razão os empiristas, que dizem que aprendemos com as experiências ou os racionalistas, que dizem que as sensações servem apenas para embasamento e, portanto, quem só pode conhecer é a razão?

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ostentação: Um outro hedonismo

Além do hedonismo de Epicuro (veja o link "O Verdadeiro Hedonismo"), há ainda uma visão atual da busca do prazer, pois se Epicuro o buscava através do controle das paixões para a tranquilidade da alma, o que se quer atingir hoje é a máxima satisfação destas mesmas paixões. Esta ideia está perfeitamente exposta num movimento em que os funkeiros chamaram de Ostentação. Nesta forma de hedonismo, não apenas se satisfaz o corpo, como também se atinge o prazer em ostentar o que se tem, uma visão perigosa que pode criar uma mentalidade voltada para o individualismo exarcebado. Se Soul Parsifal representa o hedonismo de Epicuro, como observado na postagem anterior, observe agora a letra desta música do Mc Guimê e faça sua reflexão:



  PLAQUÊ DE 100
Contando os plaque de 100, dentro de um Citroën,
Ai nois convida, porque sabe que elas vêm.
De transporte nois tá bem, de Hornet ou 1100,
Kawasaky,tem Bandit, RR tem também. (2x)

A noite chegou, e nois partiu pro Baile funk,
E como de costume, toca a nave no rasante
De Sonata, de Azera, as mais gata sempre pira
Com os brilho das jóias no corpo de longe elas mira,
Da até piripaque do Chaves onde nois por perto passa,
Onde tem fervo tem nois, onde tem fogo há fumaça.

É desse "jeitim" que é, seleciona as mais top,
Tem 3 porta, 3 lugares pra 3 minas no Veloster
Se quiser se envolver, chega junto vamo além
Nois é os pica de verdade, hoje não tem pra ninguém.

Nois mantem a humildade,
Mas nois sempre para tudo
E os zé povinho que olha, de longe diz que absurdo.
Os invejoso se pergunta, tão maluco o que que é isso,
Mas se perguntar pra nóis, nóis vai responder churisso,

Só comentam e critica, fala mal da picadilha
Não sabe que somos sonho de consumo da tua filha.
Então não se assuste não, quando a notícia vier a tona,
Ou se trombar ela na sua casa,
Em cima do meu colo, na sua poltrona.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Soul Parsifal - alma tranquila

Soul Parsifal
Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar
Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom
Eu tive o teu veneno
E o sopro leve do luar
Porque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar
Da alfazema fiz um bordado
Vem, meu amor, é hora de acordar
Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração
Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar
Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir


Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p'rá mim

Filosofando: Esta música retrata um pensamento HEDONISTA, em que o eu lírico conquista a felicidade através do prazer trazido pelo fato de estar em tranquilidade consigo e com as coisas ao redor. No primeiro parágrafo trás a lembrança daquilo que chamou de tempos de tristeza que, embora lhe tivesse rendido momentos felizes, lhe trazia infortúnios também. Agora está em paz e isto lhe rende prazer em viver.

DUELO DE PRÉ-SOCRÁTICOS


Heráclito diz: Tudo é movimento!

O que hoje é, amanhã pode não ser.

Eis o exemplo:

Marina namoradeira era amiga de Vicente
Virou namorada, voltou a ser amiga.
Namorou Tinho, amigo de Vicente
E depois ficou amiga.
Por anos e anos seguiu o fluxo...
Todos passaram; ela, passarinho.

Demócrito contestou:
O ser é e o não ser não é!
E se não é, jamais irá ser.
Marina namoradeira
Veja o exemplo,
Ela é!
E o que é não vou dizer
Para não ofender!


Filosofando: Os filósofos pré-socráticos especularam sobre o arché, um princípio que teria originado todas as outras coisas. Uns diziam ser a água, outros o ar, outros os quatro elementos e assim por diante. No entanto, a discussão mais interessante é sobre a transitoriedade ou permanência das coisas. Heráclito acreditava que tudo era movimento e, segundo ele, ao banhar-se num rio hoje, já não estará banhando-se amanhã no mesmo rio, pois já não serão mais as mesmas águas. Parmênides achou um absurdo esta teoria e disse que "o ser é e o não ser não é", ou seja, não há movimento, há uma permanência daquilo que é. Não se pode dizer que algo existe, deixa de existir e volta a existir novamente.

Simplificando: Se pegarmos um destes balões de festa de criança vazio e perguntarmos a alguém o que é, este alguém provavelmente dirá que é um balão. Ao vê-lo cheio, certamente dirá que é um balão. Mas, ao vê-lo estourado no chão, pode ou não afirmar que é um balão, estou certo?


Para Heráclito, estas variantes indicam movimento e transitoriedade do mesmo, já Parmênides dirá que ele nunca deixou de ser balão. 


Pergunta: Você é um ser transitório ou permanente?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O verdadeiro hedonismo

"É mais feliz aquele que consegue viver sem grandes sofrimentos do que o outro que vive cercado de alegria e prazeres [...] o tolo vive perseguindo a alegria da vida e acaba ludibriado, enquanto o sábio evita o mal." (Schopenhauer)

A vida simples é boa!
Vida simples é boa         O hedonismo é uma das concepções éticas. A frase acima representa bem o espírito desta concepção que tem o prazer como finalidade da vida, afirmando que toda ação, para ser boa, deve ser prazerosa. EPICURO, filósofo grego, dizia que evitar o mal é evitar a dor e, consequentemente, ter prazer. Esta não-ação, se evitar o sofrimento, já será motivo de prazer, pois este está, não na alegria de uma ação, mas na tranquilidade e serenidade. Quem busca prazeres carnais, por exemplo, pode encontrar sofrimento ao invés do verdadeiro prazer, como é o caso da pessoa que bebeu, sofreu vomitando e jurou jamais beber novamente. Conhece alguém que já fez isso? A resposta pode estar em qualquer espelho.

        A dor física também ajudou Epicuro na formulação de seu sistema filosófico. Sofria de pedras nos rins e percebeu que os momentos de maior bem-estar eram aqueles em que estava livre de suas dores. Como o contrário de dor é o prazer, fez o simples raciocínio de que toda ação deve levar a ele.